quarta-feira, 6 de março de 2013



Quase 90% dos jovens de favelas pacificadas usam internet em casa.
Acessar redes sociais, baixar músicas, ouvir rádio e jogar games são atividades mais comuns. Rede serve até para alerta de perigo.


No Complexo do Alemão. vive uma jovem em permanente contato com o mundo. “Hoje, eu consigo ir a São Paulo, a outros estados, me conectar com outras pessoas até do mundo todo através da internet, das redes”, diz a produtora cultural Nathália Menezes.
Ela organiza eventos, faz contato com amigos virtuais e se informa sobre acontecimentos através do notebook, do tablet ou do smartphone. “Em eventos e seminários em que eu não posso estar presente, mas com a internet, eu consigo participar de alguma forma”, conta.
Nathália não é exceção. Uma pesquisa do Observatório de Favelas em cinco comunidades pacificadas do Rio mostrou que o acesso à internet é uma das principais atividades de lazer dos jovens de 15 a 29 anos, atrás apenas da televisão.
Hoje, mais de 87% dos jovens usam a internet em casa, no Complexo do Alemão. Na Cidade de Deus, 87,3%. Na Rocinha, a maior favela do Rio, são 89,5%. Em Manguinhos, 89,5%. E passa dos 90% no Complexo da Penha.
Acessar redes sociais, baixar músicas, ouvir rádio e jogar games são as atividades mais comuns entre eles. Através das redes sociais, conhecem pessoas de outros bairros, combinam passeios, bailes, churrascos, namoros e saídas.
A rede serve até para alertas de perigo. “Nós fomos informados que está ocorrendo um tiroteio no Complexo do Alemão. A maioria das vezes a gente está indo para um lugar, já está sabendo, evita de ir e avisa a alguém que está chegando ou saindo”, diz a estudante Valdinea de Paula.
Até pouco tempo atrás, o acesso era feito, principalmente, em lan houses. “Antigamente, a lan house funcionava até às 2, 3 horas da manhã. De sábado para domingo, nem fechava. E agora, meia noite, no máximo é o horário”, aponta Wendel Mello, dono de uma lan house.
O crescimento de renda e o maior acesso a bens de consumo eletrônico, segundo a pesquisa, levaram a uma grande mudança. “A gente já vem lidando um pouco com o conceito de revolução digital, de revolução tecnológica. Agora, a gente tem um fator novo, a gente tem outra classe da população que não tinha acesso com acesso. E mais: produzindo conteúdo. A gente pode falar em uma revolução sim”, afirma Gilberto Vieira, do Observatório de Favelas

terça-feira, 5 de março de 2013

Rede 4G não ficará pronta para Copa das Confederações e Copa-2014

Tecnologia 4G a ser instalada nos estádios não será compatível com celulares de fora do país

                  
A tecnologia de transmissão de dados em alta velocidade 4G, utilizada em telefones celulares e modems portáteis de última geração, não estará completamente implantada nas cidades-sede da Copa das Confederações deste ano e da Copa do Mundo de 2014, de acordo com fontes do setor de telecomunicações ouvidas pelo UOL Esporte. A disponibilidade da tecnologia 4G nas seis cidades-sede da Copa das Confederações até 30 de abril e nas 12 cidades-sede da Copa de 2014 até dezembro deste ano é uma exigência da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), mas o nível de cobertura não atenderá às exigências da agência reguladora.
Apesar da existência da tecnologia de banda larga 4G não estar especificada no Caderno de Encargos assinado pelo governo brasileiro com a Fifa (entidade que controla o futebol mundial e organiza a Copa do Mundo) nem na Matriz de Responsabilidades (documento assinado entre União, governos estaduais e prefeituras onde constam todas as obras obrigatórias previstas para a Copa de 2014), a exigência de implantação do 4G a tempo para as copas de futebol está no edital da licitação da operação do serviço, ocorrida em abril de 2012. As operadoras de telefonia móvel vencedoras e habilitadas para explorar o serviço foram Vivo, Oi, Tim e Claro.
Segundo o SindiTeleBrasil (Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal), para viabilizar as operações, é necessária a instalação de 9.566 antenas de 4G nas 12 cidades-sede que receberão as competições futebolísticas até dezembro. Em Brasília, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza e Recife, que recebem a Copa das Confederações a partir de 15 de junho deste ano, o prazo é até abril.

"Não dá tempo"
Para Eduardo Levy, diretor-executivo do sindicato patronal SindiTeleBrasil, o principal problema para o cumprimento do cronograma assumido pelas operadoras com a Anatel para a disponibilização do serviço são os entraves colocados pelas legislações municipais das cidades-sede. "Em Porto Alegre, por exemplo, há uma necessidade de sete licenças municipais para instalar uma antena. Este processo leva muitos meses, e compromete o cronograma de instalação", diz o executivo. Procurada pela reportagem do UOL Esporte, a Prefeitura de Porto Alegre não se manifestou sobre o tema.

Perguntas e respostas explicam o que é 4G, tecnologia que promete web móvel ultraveloz14 fotos

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) leiloou as licenças para as operadoras ofertarem internet móvel 4G no país em 2012. Houve várias matérias sobre o assunto, no entanto, pouco foi falado sobre as consequências da implementação do 4G no Brasil e como esta nova tecnologia pode afetar o bolso e a conexão dos usuários. O UOL Tecnologia preparou um guia com perguntas e respostas sobre o que é 4G e o que os brasileiros podem esperar da tecnologia que promete velocidade ultrarrápida de internet Arte UOL
Levy afirma que as empresas possuem capacidade técnica para cumprir o cronograma, mas assume que a cada dia que passa, a chance da cobertura prevista estar implantada é menor. "Se tivéssemos começado em 1º de março, teríamos que instalar 30 antenas por dia para dar tempo", diz o dirigente do sindicato patronal. O ritmo teria que ser duas vezes maior do do que o do ano passado, quando foram instaladas 15 antenas por dia no Brasil, de acordo com a entidade.
"Não dá tempo. Alguma cobertura com certeza haverá nas cidades-sede, mas não a prevista", afirma um executivo de uma das empresas envolvidas na questão, que prefere não ser identificado. "É só fazer as contas para ver que não há tempo, o prazo está apertado demais", diz ele.
Incompatiblidade
Segundo o SindiTeleBrasil, a faixa de frequência da tecnologia 4G que será usada no Brasil não é compatível com a maioria dos países da Europa, da Ásia e com os Estados Unidos. Assim, a maioria dos turistas estrangeiros não contarão com o 4G em seus celulares e modems que tenham a tecnologia e serão obrigados a utilizar o 3G. O brasileiro que comprar aparelhos celulares que comportem a tecnologia nos Estados Unidos, Inglaterra, Espanha ou Japão, por exemplo, não terão acesso ao sinal 4G brasileiro.
A Alemanha é um dos únicos países que possui um sistema 4G compatível com o brasileiro. Com o tempo, deve aumentar o número de frequências reservadas para o sinal no Brasil, e assim a compatibilidade com outros países deve crescer.
De acordo com o sindicato patronal das operadoras de telefonia móvel, três dos seis estádios que receberão a Copa das Confederações dificilmente terão uma antena para reforço de sinal, e todos eles correm o risco de ficar sem nenhuma.
Estas antenas são necessárias para garantir que haja disponibilidade de sinal de transmissão de dados 2G, 3G e 4G dentro dos estádios, já que é esperado um grande tráfego de dados proveniente destes locais em dias de jogo dos mundiais da Fifa. Sem as antenas, o risco dos espectadores não conseguirem conectar-se à internet de seus celulares durante as partidas é grande.
Segundo o SindiTeleBrasil, a instalação das antenas em cada estádio leva cerca de 120 dias. Assim, se as instalações destas antenas tivesse começado no dia 1 de março, ficariam prontas depois do início da Copa das Confederações, em15 de junho. "Mas podemos tirar o tempo perdido com turnos nos finais de semana e durante a noite, por exemplo", afirma Eduardo Levy. Até agora, nenhuma instalação os estádios começou.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Teclado do futuro pode ser 'invisível'

Teclado do futuro pode ser 'invisível'

Ferramenta permitiria digitar por meio de sensor de movimentos
Reprodução/TechCrunch
Fujitsu
Conforme utilizamos cada vez mais os tablets como computadores, novas demandas surgem. Uma delas é em relação aos teclados. Muitas pessoas acham desconfortável digitar nas telas dos aparelhos.

Pensando nisso, a Fujitsu apresentou protótipos com um conceito de teclado invisível. Na verdade, o gadget utiliza a câmera e sensor de movimentos para reconhecer os dedos do indivíduo e identificar o que ele está digitando. Assim, qualquer coisa, mesmo uma simples mesa, pode funcionar como teclado.

O software ainda seria capaz de reconhecer a cor exata da pele para saber quem está digitando. Segundo o TechCrunch, que testou a tecnologia, ainda há muito para ser aperfeiçoado porque o software não conseguiu reconhecer com precisão os movimentos dos dedos.

A inovação foi apresentada na forma de documento em 2011, mas foi exibida em funcionamento parcial esta semana, na MWC, em Barcelona. Ela ainda está em desenvolvimento.

Já há outras soluções de digitação para tablets, como no caso do Surface, da Microsoft, que transforma a capa magnética em um teclado. E aí, será que a ideia da Fujitsu pega?

Lenovo ultrapassa HP como maior vendedor de PCs

http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/lenovo-passa-hp-no-mercado-mundial-de-pcs


Lenovo ultrapassa HP como maior vendedor de PCs

Relatório aponta que companhia chinesa detém 15,7% do setor

Lenovo enviou mais computadores ao mercado no terceiro trimestre de 2012
Lenovo enviou mais computadores ao mercado no terceiro trimestre de 2012 (Divulgação)
Pela primeira vez, a chinesa Lenovo ultrapassou a americana Hewlett-Packard (HP) e se tornou líder do mercado mundial de computadores pessoais (PCs).
De acordo com a Garnter, empresa especializada em pesquisa e avaliação de mercados, a companhia tem 15,7% do setor contra 15,5% da rival.
O resultado, referente ao terceiro trimestre de 2012, foi publicado junto com um relatório da iSupli, que aponta uma queda geral de 1,2% no mercado de PCs para o ano.

No último trimestre, a companhia japonesa foi responsável por alimentar o varejo com 13,77 milhões de computadores, o que representou um crescimento de 10% em relação ao ano anterior.
A HP, por sua vez, registrou uma queda de 16,4% no volume de máquinas enviadas às lojas, foram 13,55 milhões no mesmo período.

Segundo analistas, a venda de PCs – incluindo desktops e notebooks – sofreu redução por conta da introdução de novos modelos de dispositivos móveis no mercado de tecnologia. Por serem mais práticos, os smartphones e tablets passaram a fazer parte do topo da lista de eletrônicos mais desejados entre os consumidores, colocando os outros aparelhos em segundo plano.